Novembro Azul: Os avanços no Tratamento do Câncer de Próstata

Novembro Azul é uma campanha mundial que busca conscientizar sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê que, até o final de 2019, teremos cerca de 70 mil novos casos da doença no país. Felizmente, há boas notícias.

Uma delas é que até 50% dos casos podem dispensar qualquer tipo de tratamento quando diagnosticados em fase inicial, exigindo apenas um acompanhamento mais cuidadoso, com a realização dos exames em intervalos menores. Já para quem precisa do tratamento, houve um grande avanço nas terapias que permitem ao médico escolher a opção mais adequada para cada paciente e perfil de tumor.

Novos estudos para o tratamento do câncer de próstata
Reunimos aqui três estudos que foram destaque em dois grandes congressos internacionais em 2019, saiba quais medicamentos estão aprovados no Brasil e conheça os direitos ao tratamento integral através dos planos de saúde.

O estudo ENZAMET foi um dos destaques na ASCO 2019, Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Após resultados positivos no estudo, a Enzalutamida (Xtandi®) se firma como mais uma medicação acrescentada ao arsenal terapêutico contra o câncer de próstata metastático sensível à castração.

Direito ao Medicamento que consta no Rol da ANS

Lembrando que a Enzalutamida foi aprovada pela Anvisa e incluída no Rol de Procedimentos da ANS em 2018, portanto possui cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

Outro importante estudo clínico apresentado na ASCO 2019 foi o estudo TITAN, que mostrou, pela primeira vez, melhora significativa na sobrevida geral e no atraso da progressão da doença em homens com câncer de próstata avançado. O medicamento avaliado foi a Apalutamida (Erleada®), conhecida como um inibidor potente e direto do receptor androgênico.

Direito ao Medicamento não incluído no Rol da ANS
O fármaco Apalutamida (Erleada®) foi aprovado pela Anvisa em 2018, mas não está incluído no Rol de Procedimentos da ANS, o que é um argumento bastante usado pelas operadoras, porém não é consistente o bastante para a negativa de cobertura do medicamento.

No Congresso Esmo 2019, da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica foram apresentados os resultados do estudo PROFOUND. A substância analisada foi o Olaparibe (Lynparza®), droga originalmente indicada para o tratamento de câncer de mama e ovário com mutações no gene BRCA, mostrou resultados satisfatórios em pacientes com câncer de próstata avançado.

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Direito ao Medicamento Off Label
O Olaparibe está disponível no Brasil apenas para tratamento de câncer de mama e ovário, nesse caso trata-se de um medicamento off label, ou seja, ainda não foi homologado pela ANVISA para câncer de próstata. Porém, se houver uma prescrição médica detalhada, o beneficiário do plano de saúde tem direito de buscar uma terapia inovadora.

As pesquisas avançam e muitos estudos estão em andamento, o que nos enche de esperança e a certeza de que outras boas notícias virão. Esteja sempre atento aos seus direitos e saiba que o paciente tem direito de receber um tratamento mais moderno, eficaz e menos invasivo. Compartilhe essas informações com seus amigos e faça parte do movimento Novembro Azul!



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