2015: Um ano inesquecível. 2016: Um ano melhor!

Aos queridos clientes, colegas de trabalho e amigos, desejamos um ano de paz, fé, justiça e garra para que possamos reconstruir o que for necessário e buscar o que almejamos, quer seja no âmbito da saúde, da educação, da vida pessoal e coletiva.

Por: Renata Vilhena Silva

Os critérios para que consideremos um fato ou um ano inesquecível são variáveis, mas todos hão de concordar que 2015 não foi fácil para ninguém e que, em todo canto deste planeta, havia desconforto e dor. Até Paris, a “cidade luz”, considerada o berço dos ideais de liberdade foi duramente atacada pelo terror em dois momentos. 

No Brasil, para além das questões pessoais, vivemos um desmoronamento, sem precedentes, das instituições governamentais e de empresas que considerávamos idôneas, assistimos a escândalos de corrupção, à tragédias, como a de Mariana e da falta de uma política de saúde pública que pudesse efetivamente impedir o avanço da dengue, do zika vírus, responsável por uma geração de crianças com microcefalia. Pensemos no futuro, como será a vida delas e a de suas famílias? Os bebês que sobreviverem vão crescer e necessitar de cuidados especiais por muito tempo. 

A crise da saúde pública, que tem deficiência de leitos hospitalares e sofre o descontrole da gestão de recursos e instituições, se estende à privada. Sabemos que com o surgirmento de epidemias, doenças, aumenta também a sinistralidade, fator que influencia o preço dos contratos de planos de saúde, tão caros (nos dois sentidos) a todas as pessoas que prezam a qualidade de vida. Desastrosa também é a atuação da ANS, que apesar de tentar implantar medidas como a consulta pública para melhoria do atendimento prestado pelos planos de saúde, não consegue exercer mecanismos fiscalizadores eficazes que poderiam ter evitado que a Unimed Paulistana chegasse à alienação compulsória da sua carteira de clientes e deixasse milhares de pessoas desassistidas. 

Apesar de todos os horrores, a Polícia Federal e os organismos de Justiça estão trabalhando para honrar seus propósitos de existência, há instituições, empresas e pessoas dignas. E, em meio a toda lama, simbólica ou concreta, o mundo e o Brasil estão mais transparentes, há incertezas, mas também um novo horizonte.  

Nesse cenário, nos perguntamos sobre o valor da vida e como podemos cuidar da saúde, particular e coletiva? Não devemos esperar respostas das instituições, as que puderem aprender com a crise, estarão em processo de reformulação total no próximo ano e isto demanda tempo. A resposta está em cada um de nós, nas mínimas ações e na fé diária que depositamos em um ano e um mundo melhor. 

Aos queridos clientes, colaboradores, colegas de trabalho e amigos, desejamos um ano de paz, fé, justiça e garra para que possamos reconstruir o que for necessário e buscar o que almejamos, quer seja no âmbito da saúde, da educação, da vida pessoal e coletiva.

2016, com certeza, será um ano melhor, vamos acreditar!